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Gouveia marca presença no III Encontro de Autores “Fronteiras”, em Almeida

Gouveia marca presença no III Encontro de Autores “Fronteiras”, em Almeida

01 Junho 2026

“????????̃???? ???????????????????????? ???????? ???????????????????????????????? ???????? ????????????́????, ???????????????????????? ???????? ???????? ????????́???????????? ???????????????? ???????????????????????? ???????? ????????????????.” Foi com esta frase que o artista plástico gouveense João Nuno Ribeiro deu início à sua intervenção no III Encontro de Autores RIBBSE, marcando o tom de um dia inteiramente dedicado à literatura e às artes.

O encontro, subordinado ao tema “Fronteiras”, realizou-se no passado dia 30 de maio, em Almeida, reunindo escritores, ilustradores e artistas das Beiras e Serra da Estrela em torno da criação a partir dos territórios de fronteira. A iniciativa foi organizada pelo Município de Almeida, através da Biblioteca Municipal Maria Natércia Ruivo, e integrou-se na programação cultural promovida pela Comunidade Intermunicipal da Região Beiras e Serra da Estrela (CIMRBSE), através da Rede Intermunicipal de Bibliotecas das Beiras e Serra da Estrela (RIBBSE).

O concelho de Gouveia esteve representado por dois autores. Com a frase que viria a marcar o tom do encontro, João Nuno Ribeiro recusou a ideia de interioridade como periferia, afirmando a Serra da Estrela como lugar de origem e ponto de partida criativo. Por sua vez, Gonçalo Parreirão centrou a sua intervenção na música e no cinema, refletindo sobre a forma como estas linguagens artísticas atravessam fronteiras e como a memória dos lugares se inscreve na criação sonora e cinematográfica.

A mesa de encerramento, dedicada aos Escritores, foi moderada por Catarina Santos, coordenadora da Biblioteca Municipal de Gouveia, que conduziu a conversa pelos temas da deslocação, da memória e da criação artística em zonas onde tudo se encontra e se reinventa.

Em Almeida, Gouveia não foi apenas convidada: fez-se voz e imagem. Da pintura à fotografia, da música ao cinema e à mediação literária, o concelho mostrou que, quando se fala de fronteiras, é a partir da nascente dos rios que tem mais a dizer.